sexta-feira, 30 de abril de 2010

Qual é o meu foco?




Olá irmãos!


Que o Amor Misericordioso de Deus esteja com todos nós!

Gostaria hoje de deixar uma pergunta a todos:

De que forma tenho baseado meu relacionamento com Deus?

Por que eu gostaria de viver na santidade?

Por que quero tanto evitar o pecado?

Dou a todos 2 opções de resposta:

1. Por que tenho medo!

ou

2. Porque amo tanto a Deus que viver na santidade é uma maneira de deixá-lo feliz; não pecar é ma maneira de não ferir o coração de Deu que me ama tanto...

Infelizmente hoje nossa relação com Deus é baseada no medo. Na maioria das vezes, não medo de Deus, mas medo de não gozar dos benefícios de estar próxmo a Ele.
O que mais atrapalha a nossa relação com Deus é o medo! Hoje vemos as igrejas lotadas (todas as denominações) e vemos muitos pregadores prometendo às pessoas a solução dos problemas em troca de ter uma vida reta e comprometida com a Igreja – colocando o medo no coração das pessoas – “se você não for a igreja não vai pro céu”; “se você não rezar tantas horas por dia não vai conseguir isso ou aquilo” – isso uma grande mentira!!! Se fosse verdade os santos não teriam sofrido tanto.

Mas nesta ilusão a relação do homem com Deus foi se baseando no medo. La naquela relação do antigo testamento - percebemos que o Deus de Abraão era mais compassivo, mas o Deus de Moisés era implacável, tinha a destra pesada – é certo que Deus age com justiça muitas vezes e manifesta sua ira, mas em sua essência, Deus é amor, mas o medo nos leva até o Deus irado.
Então queremos chegar até Deus porque temos medo de não ser bem sucedidos na vida, ou porque temos medo de não ir para o céu. E assim nunca conseguiremos deixar de pecar. Porque o medo é nosso foco e não a intimidade com Deus - isso mesmo - se o medo é o foco eu não peco por medo de experimentar a ira de Deus!!!!
Se Deus é o foco, eu não peco porque o pecado ofende ao Deus que eu tanto amo. O pecado entristece e fere o coração de Deus, e eu amo tanto a Deus que não suporto vê-lo triste.Eentão busco forças onde as não tenho para não pecar e não ferir o meu Senhor!!!!

Por merecimentos nunca conseguiremos sentir o Amor de Deus, por merecimentos não podemos experimentar a glória de Deus - se nós merecêssemos não existiria a misericórdia, mas somente justiça . Antes de vir como justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia... agora prolongo-lhes o tempo da Misericórdia, mas ai deles, se não reconhecerem o tempo da Minha visita... (Diário de Santa Faustina 83, 1160).
Enquanto quisermos receber e sentir as coisas a nosso tempo, cada vez mais teremos uma relação fria com Deus e não poderemos experimentar a graça – sendo assim não conseguiremos ter um relacionamento verdadeiro com Deus que é Amor, e conseqüentemente continuaremos pecando e não conseguindo entender o porque não conseguimos parar de pecar e taxar a igreja, o Papa de moralista, manipulador... mais uma vez justificando nosso pecado. Sendo assim, fazemos nossa escolha por nos afastar de Deus. Optamos por outras coisas que nos afastam de Deus!


Davi era por excelência o rei “segundo o coração de Deus”. Mas pecou gravemente sendo adúltero e engravidando a esposa de um oficial do seu exército...
2º Samuel 12,1-7a.10-17

Em uma das catequeses durante a audiência geral na praça de São Pedro, O Papa João Paulo II fez o seguinte comentário: o conhecido Salmo 50, chamado de ''Miserere'', no qual o rei Davi, após o pecado de adultério com a mulher de um oficial de seu exército que mandou matar, manifesta toda sua dor e a esperança de ser perdoado para voltar a ser ''branco como a neve''. Antes de uma eventual injúria contra o homem - acrescentou o Papa - o pecado é primeiramente traição a Deus. Significativas são as palavras do filho que saiu de casa, pronunciadas diante do pai rico de amor: Pai, pequei contra o céu - isto é Deus - e contra ti.
A vida é a luta contra “o mundo, demónio e carne”, que nos movem a guerra e se opõem a Deus e ao amor fraterno: luta experimentada por nós, na ‘lei da carne’ contra a ‘lei do Espírito’(Rm.7,14-25) e nas seduções do mundo, como diz S. João: “ tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não vêm de do Pai, mas do mundo”(1 Jo 2,16). E, depois, há ‘o pai da mentira’, que seduz, desmotiva, engana, cega, banaliza o pecado, minimiza a sua maldade e fealdade, nos empurra para o mal, convencendo que da sua prática nada advém de mal, para, após a queda e amargura do pecado, nos atormentar e paralisar, com o medo
e o desespero, no estado de impenitência e oclusão ao perdão e à misericórdia de Deus.
Mas a BOA NOTÍCIA!!!
“Cristo morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou. Tudo vem de Deus que por meio de Cristo nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação ”( 2 Cor 5,15.18 ).
Do lado aberto do Redentor, das Suas adoráveis chagas, nasce a Igreja e provém a eficácia dos Sacramentos, sendo o Coração trespassado a fonte e o sinal mais eloquente do amor infinito e misericordioso de Deus por nós, como ícone grandioso que mostra o limite inultrapassável que Deus impôs ao pecado, assegurando-nos que não há pecados irremissíveis, que a Misericórdia de Deus é infinitamente maior que os pecados, por maiores que sejam, que Deus perdoa sempre, se, arrependidos, quisermos livremente ser perdoados por Ele, que nos ama até ao ponto de ter entregue o Seu Filho por nós.

Jesus recebe o título de Senhor de tudo e de todos – passado, presente e futuro; de toda a criação; vencedor da morte e do maligno; céu, mar e terra estão sob o seu domínio. Juiz de vivos e mortos (At 11,42), Salvador (At 13,23), Chefe que leva à vida (At 3,15), Messias anunciado pelos profetas (At 3,18) e leva o título de Senhor que no antigo testamento era confiado somente a Deus, sendo assim é reconhecido que Jesus foi 100% homem e 100% Deus. "O rosto divino do homem e o rosto humano de Deus".

Deixar que Jesus tome todas as decisões das nossas vidas, isso não anula nossa personalidade nem nossa capacidade de decisão, somos livres, podemos fazer da nossa vida o que quisermos mesmo que isso não agrade a Deus. Mas podemos nos decidir por Jesus por completo, assim Ele toma as decisões da nossa vida por nós, basta que o escutemos através dos acontecimentos da nossa vida, através dos nossos irmãos e através daquilo que a igreja nos fala, através da profundidade da nossa oração e relacionamento com Ele.
Para proclamar que Jesus é nosso Senhor é só obedecer ao pedido da nossa mãe Maria: “Façam tudo o que Ele vos disser”. E assim:

Vamos usar da nossa liberdade para tirar nosso foco do que nos afasta de Deus e PROCLAMAR JESUS, SENHOR DO UNIVERSO E SENHOR DE TODA A NOSSA VIDA

Se colocarmos Jesus dentro das nossas vidas e não ao lado – como fizeram os apóstolos que O estavam levando para a outra margem no evangelho da tempestade acalmada– os ventos não terão poder de nos amedrontar, mas agirão ao nosso favor como quando empurram um barco a vela - e esse barco a vela é a nossa vida!

O amor não é a limitação. O amor é o vôo. Eu sou o amor.
A cabana.


Um abraço a todos


Jesus, eu confio em vós!


Pablo Magela

quarta-feira, 28 de abril de 2010

"...É Cristo que vive em mim."



Olá irmãos!

A graça e a paz do nosso amado Deus!

Quem nunca sentiu uma sensação de que Deus está longe? Quem nunca passou por um tempo de silêncio de Deus?

É comum a expressão: "não consigo ouvir a Deus", "parece que o Espírito Santo fala com um monte de gente e não fala comigo".

Analizando a vida do "grande" apóstolo Paulo podemos obter uma resposta para esses questionamentos.


Eu vivo, mas não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé do filho de Deus, que me amou e se entgregou por mim.


Gl 2, 20


Paulo conseguiu esvaziar-se totalmente de si, totalmente sem vaidade, seu "estilo", ou seja, sua personalidade marcante, deu espaço para o estilo de Jesus, o jeito de ser que Deus imprimiu na sua alma. Sua autenticidade era autenticamente deixar que sua vontate e seus desejos fossem a vontade e os desejos de Deus.

Como diz a música: "...sou livre para estar onde Deus quiser que eu vá...", Paulo assim o fez; ou outra música: "...gurado o meu querer para ouvir o que Deus quer...", esse foi o estilo de vida que fez de Saulo, ou seja, Paulo - porque ele abriu mão até do seu próprio nome - um dos maiores nomes no novo testamento.

Mas não foi sempre assim. Antes de ter um encontro singular com Jesus, Saulo foi, além de perseguidor dos cristãos, um homem cheio de vaidades, prezava o status, a posição social, sua formação o colocava em um pilar de privilégios, como por exemplo o título de cidadão romano.

Quantos de nós estamos vivendo hoje nas mesmas condições de Saulo. A todo momento o que ouvimos e aprendemos é que temos que ser autênticos, mas confundimos autenticidade com egocentrismo, com vaidade, o tempo todo procuramos nos auto-afirmar e acabamos por nos encher de nós mesmos. Quando eu me encho de mim, não sobra espaço dentro de mim para Deus.

Se Deus não habita em nós, como vamos ouví-lo? O Espírito Santo é totalmente liberdade, mas se Ele não tem espaço para se mover dentro de nós, como vamos sentí-lo?

Com certeza, era assim que Saulo se sentia, movido por uma falsa sensação de segurança, por uma falsa felicidade, por uma falsa sensação de realização, defendendo seus pricípios, seus interesses, não só pessoais, mas interesses coletivos sustentados por uma cultura egoísta e acima de tudo individualista.

Mas Deus, que gosta de contrariar, que prega peças em nós como fez escolhendo homens pobres, sem cultura, por vezes até mal educados, para serem aqueles que iriam continuar seu legado após sua subida ao céu pela ação do Espírito Santo, quando resolve derrubar Saulo do cavalo, contrariando mais uma vez a lógica humana, trocou homens simples mas que não faziam mal para as pessoas, por um homem de cultura incontestável e que perseguia Cristãos para matá-los.

Depois de se encontrar com Jesus, Saulo, ou seja, Paulo nunca mais foi o mesmo. Durante sua caminhada, a cada dia foi se desapegando dos seus títulos, de suas vaidades, até chegar ao ponto de dizer que tudo aquilo não valia mais que esterco.

Paulo trocou seu "jeito de ser" por um estilo de vida livre, cheio de felicidade, cheio de sentido. Não perdeu sua cultura, muito pelo contrário, por conta dela, conseguiu chegar até onde outros apóstolos não chegaram, manteve sua autenticidade pois seu modo de pregar era singular, seu carisma era prórpio, mas conseguiu esvaziar-se de si e dar espaço para Deus. O Espírito Santo conseguia se mover com liberdade em seu interior. Jesus que era alvo de suas perseguições, passou a ser alvo de sua missão, sua meta. O lugar onde Paulo mais desejava estar, era ao lado de Jesus no céu.


Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.


II Tim 4, 6-7


Queridos irmãos, não soframos mais com as imposições que hoje vivemos de nos enquadrar em um padrão que nos trás uma falsa felicidade, uma falsa sensação de segurança e de ralização, e vamos correr ao encontro do verdadeiro sentido de nossas vidas. Sem máscaras, sem apegos desnecessários, mas correndo atrás de uma coroa incorruptível, o prêmio que nos espera ao lado do nosso Amado, do nosso Deus!

Peço ao Senhor que nos encha de sabedoria e coragem para que consigamos nos desvencilhar de tudo aquilo que não deixa sobrar espaço para Deus dentro da sua santa morada que é o nosso coração!

Um grande abraço a todos!

Jesus, eu confio em vós!

Pablo Magela

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Kerigma!


Isaías 54,4-8

Hoje Deus quer renovar conosco sua aliança de Amor.

Como em um casamento onde o esposo coloca a aliança no dedo da esposa jurando amor e fidelidade eternos, um dia Deus fez isso conosco. Pela morte e ressurreição de Jesus, o Senhor fez uma aliança de amor eterno, amor infinito, um amor maior do que qualquer outra coisa qe buscamos e que não nos preenche, porque só o que pode nos preencher é o Amor Misericordioso de nosso Deus.

Em um momento de deslize, nós nos afastamos de Deus e passamos a não tê-lo mais como nosso Senhor, colocamos a frente de Deus tantas coisas que fica cada vez mais difícil voltar para Ele, então nosso coração passa a ter outro dono (ou outros donos). O Deus que tanto nos ama não tem mais espaço em nossas vidas.

Construimos um templo dentro de nós, enquanto o Senhor estava nos instruindo através do Espírito Santo, e então viramos as costas para Ele (Jer 34, 33-34), caímos então no pecado, começamos a ter atitudes vergonhosas diante de Deus, porque no fundo sabemos que não podemos esconder nada de Deus.

Conhecemos então a ira do Senhor, não porque Ele tem raiva de nós, mas porque nos ama - só que essa ira é aplacada pela Misericórdia - muito maior que nosso pecado, é o amor que Deus tem por nós, e, porque nos prometeu amor eterno, Deus se compadece de nós.

Experimentando essa graça de sermos perdoados pelo nosso Pai, sentimos então um forte desejo de retornar para nosso criador, nosso redentor, nosso santificador. E voltamos porque nos sentimos livres diante de Deus, e Ele mesmo quem nos diz para não ficarmos envergonhados, somos acolhidos e, muito mais que isso, o Senhor se compromete com a nossa restauração.

Nós temos o hábito de fazer drama diante de muitas situações, parece que tudo é impossível, mas o maior drama que pode existir é o de não conhecer e não experimentar o Amor de Deus. Quem o vive em plenitude, não precisa de mais nada, se desapega de tudo e de todos, e ao mesmo tempo valoriza tudo e todos, porque, entregues à ação do Esprírito Santo, o Deus que habita em nós aumenta nosso amor pelos irmãos, até por aqueles que sofrem e nós não os conhecemos.

Dia após dia, temos nossas forças renovadas, sempre conseguimos achar fôlego mesmo quando parece que vamos desfalecer, pois somos reabastecidos por esta graça. Mesmo em meio a às maiores tribulações, às maiores provações, nos conservamos de pé, pois sabemos em quem confiamos!

A fonte das nossas forças está la na cruz. O Santo Padre Papa Bendo XVI nos exortou na quaresmoa de 2009 a olhar para o coração trespassado do Redentor, grande sinal de amor e comunhão com Deus e com os irmãos a viver e anunciar. O Redentor é a causa da nossa alegria, porque acreditamos ter sido salvos em esperança graças ao triunfo do Ressucitado sobre o pecado e a morte. Olhando para Aquele que foi trespassado, reconhecemos o maior ato do Amor de Deus por nós e nos enchemos de força, como Maria nossa mãe, que acompanhou aos pés da Cruz esse ato de amor e se encheu de forças para adotar a todos os homens como seus filhos, já que vivíamos como órfãos. E o Cristo ressucitado que é para nós exemplo de superação, foi o mesmo que encorajou São Paulo a dizer:

Quem poderia acusasr os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressucitou, que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós! Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente está escrito: Por amor de ti somos matadouro (Sal 43,23). Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou. Pois estou persuadido que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Rom 8, 33-39

Ouçamos o apelo de Deus para nós hoje:

"Deixa o pecado, volta para mim, minha cólera foi aplacada pelo meu amor que é eterno, por minhas próprias mãos serás restaurado."

Abraços a todos!

Jesus, eu confio em vós!

Pablo Magela.


Reféxão para a semana!


Olá irmãos!

Paz e bem para todos!

Hoje gostaria de saudar a todos pela semana que se inicia e deixar uma reflexão para a mesma:

No caminho da santidade, muitas vezes somos confundidos pelos nossos próprios desejos e pela ansiedade de alcançá-la, e acabamos por atropelar algumas fazes do processo de conversão.

No artigo anterior falávamos sobre o relacionamento com Deus. Como em qualquer relacionamento, vamos nos abrindo com o tempo. E passamos por uma fase inicial de grande empolgação. Tudo é muito fácil e agradável, todos os esforços parecem ser minúsculos e parece que encontramos uma fórmula secreta de como ser felizes e realizados para o resto de nossas vidas.

Na verdade encontramos sim essa fórmula, mas o que não sabíamos, é que como em qualquer outro relacionamento, existem algumas fazes que nos desagradam. No decorre da caminhada nos deparamos com situações com as quais não concordamos,m ou com outras que exigirão de nós uma renúncia mair. Somos convidados a fazer escolhas difíceis. Entramos em contato com uma parte de nós que pende para mal; não compreendemos o por que as outras pessoas cometem erros (até mesmo aquelas que nos apresentaram o Amor Misericordioso do Pai); como estamos mais pertos da luz, enxergamos mais claramente o mal que estava escondido nas trevas e isso nos deixa receosos.

Precisamos buscar uma formação na qual consigamos crescer na fé de maneira correta. Compreender a pedagogia de Deus e termos paciência de subir um degrau de cada vez. Cada passo é de suma importância e nos prepara para o próximo. Busquem alguém que possa orientar sua formação.

Hoje vemos muitas pessaos na Igreja que não tiveram uma formação correta desistindo da caminhada, ou afogadas em um desequilíbrio enorme, que faz com que as mesmas entrem em um processo de falsa sensação da presença de Deus, o que na verdade é um afastamento do Deus. Para essas pessoas, qualquer coisa se torna "obra do demônio", querem a qualquer custo converter as pessoas, fazer com que os outros engulam que não podem pecar, criam conflitos na família, no trabalho, etc.

Temos que tomar cuidado e ter uma consciência alimentada pela Sagrada Escritura (Bíblia) Sagrado Magistério (documentos, catecismo...) e pela Sagrada Tradição (vida dos santos, história da Igreja e aquilo que nos é passado por quem teve uma experiência vida e trasnformadora com
Deus), mas obedecendo nosso tempo de caminhada e a maneira como conseguimos abosrver cada coisa.

São Paulo mesmo nos disse: "Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém"; e esse princípio pode também ser aplicado nas coisas de Deus. Uma coisa de cada vez, um degrau após o outro, sem pular, sem atropelar as fazes do processo, assim conseguiremos fazer crescer o Amor em nós e não ficaremos tão cansados da caminhada como estão tantos cristãos.

Não vamos também nos acomodar e dar a desculpa de que "estou respeitando o meu tempo".

Vamos fazer valer a letra da canção:

"Não é como eu quero, nem quando eu quero, Deus sabe o que é melhor para mim."

Dessa forma conseguiremos nos relacionar com Deus sem vícios, sem reservas, sem raiva, de forma livre e responsável "e se eu perseverar, Sua Misericórida agirá."

Um grande abraço a todos!

Jesus, eu confio em vós!

Pablo Magela

sábado, 24 de abril de 2010

Sejam todos bem-vindos!


Olá irmãos!


Que a Graça e a Paz do nosso Deus Trino esteja conosco!
"...serás como um jardim bem irrigado, como fonte de águas inesgotáveis..."

Essa frase de Isaías 58,11 é uma promessa de Deus para mim e outraspessoa que tiveram umencontro marcante com Deus através do anúncio querigmático que com certeza mudou a vida de muitos.

Com meu coração incendiado, durante algum tempo me dediquei fielmente (às vezes caindo, outras vezes arrefecido, outras tantas cheio de sentimentos e emoções negativos, mas sempre sendo restaurado pelo Deus que me ama) no anúncio da Boa Nova, com o desejo de ver as pessoas experimentarem tamanha força do Amor que Deus tem por nós. Sei que nesse tempo não tenho mérito nenhum de ter servido a Deus, pois quem agiu em mim foi o Espírito Santo, e eu, um vaso de barro incapaz e indigno de carregar tão grande tesouro.

Muitas vezes confundia o chamado ao anúncio com um ativismo desenfreado e, por essa razão, por diversas vezes caí no pecado da vaidade, do egocentrismo, do egoísmo, da vanglória... Mas sei que em todo tempo o Senhor esteve comigo para fazer cumprir sua promessa.

Um amigo nos diz certa vez que jesus agia como se fosse um pescador que nos fisgava, e nós, uma vez fisgados em seu anzol, puxávamos a linha como toda liberdade, mas uma hora ele iria nos trazer de volta. E eu, como tantos outros fui fisgado. Puxei a linha, não por muito tempo, pois não consegui ficar longe do meu Deus, que me trouxe de volta para seus braços.

Em novembro de 2009 fui obrigado a deixar totalmente meu apostolado por motivos pessoais e profissionais que naquele momento eram uma grande necessidade. No início me sentia muito mal, pois era como se eu estivesse deixando o barco no meio de uma tempestade sem nada poder fazer, mas com o passar do tempo fui aceitando aquela situação e a cada dia me enchendo mais de um grande desej0 de estar mais próximo de Deus. Confesso que estou afastado do apostolado, mas minha intimidade com Deus tem aumentado. Percebi o que acontece com a maioria dos cristãos - têm um encontro com Deus, se setem transformados e começam a servir a Deus sem nenhum critério de vida de oração, que no início é fervorosa não porque a oração nos aproxima do Deus que amamos, mas porque somos servos e não podemos deixar de rezar. Era assim que eu estava vivendo, e o serviço a Deus é como se fosse um ato de gratidão pelo que ele fez por nós.

Nesse tempo consegui perceber o quanto eu estava cego, e consegui olhar mais fixamente nos olhos de Deus que não quer o meu serviço, mas quer a mim!

Nosso relacionamento com Deus não tem que culminar no serviço, mas sim no amor, e esse amor vai crescendo dentro de nós de forma que a qualquer momento transborda, e naturalmente começamos a buscar outros irmãos, através dos nossos talentos, e colocá-los nos braços de Deus.

Foi por esse motivo que resolvi começar a escrever o que sinto e publicar nesse bolg, a fim de exercer meu apostolado, já que, por conta do trabalho, meu tempo é restrito e fico impedido de fazê-lo como era antes. Mas não me contenho de um desejo de gritar a todos como é grande po Amor que me envolve, mesmo em meio a tempestades, tribulações, o que tem me sustentado é esse Amor que me foi revelado um dia pela promessa de Deus:

"O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará tei vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis."
Isa 58,11

Quero deixar a todos a experiência que tenho vivido - de um relacionamento com o Senhor que é maior que qualquer conceito de serviço, de certo e errado, de posso ou não posso, de entrega superficial, de obrigações, etc. Quando temos um relacionamento verdadeiro com Deus, não somos obrigados a fazer nada, ou deixar de fazer qualquer coisa. Esse relacionamento nos leva a perceber e automaticamente excluir ou incluir na nossa vida aquilo que respectivamente é ou não é vontade de Deus. De forma natural, é lógico que de nossa parte exige um grande esforço para fazer ou deixar de fazer alguma coisa, mas o desejo que brota em nós de fazer somente a vontade de Deus sobrepões qualquer dificuldade e é natural, é prazeroso, é AMOR.

Queridos, desejo a todos que busquem viver esse amor, comecem por retirar as máscaras que nos são impostas por muitos, até mesmo pelas instituições religiosas. Façamos um filme de nossas vidas sincero e sem medo de ver aquilo que ja conhecemos, mas não queremos assumir. Vamos sair dessa zona de conforto e transcender, dar passos rumo ao céu. Tenhamos uma vida de oração sincera, sem ter que nos sentir obrigados a "rezar por tanto tempo", "ter" que participar de reuniões, enfim fazer as "coisas" por mera obrigação o que nos afasta de Deus ao invés de nos aproximar. Digo mais uma vez que muitas coisas exigirão um grande esforço, mas se neste não encontramos a paz, a alegria, a realização, e principalmente o Amor, reavalie suas ações, pois elas podem estar te levando para outro caminho que não seja o de Deus.

Que Deus nos abençoe sempre!!!

Jesus, eu confio em vós!
Pablo Magela